MÚLTIS DE ALIMENTOS FICAM MAIS LOCAIS EM EMERGENTES

Resenha crítica do artigo publicado no VALOR ECONÔMICO (25/08/2011)

Por: Holbein Menezes

No rastro da mais dramática crise financeira e econômica global, que tem afetado principalmente os países desenvolvidos, as empresas multinacionais do ramo alimentício vêm procurando expandir seus negócios nos chamados países de economia emergente.

O autor descreve as incursões da Nestlé em novos mercados, antes atendidos exclusivamente pela exportação desde os grandes centros produtores, passando hoje a ocupar posições prioritárias nas estratégias de expansão da empresa. O conceito fundamental é produzir nos países emergentes utilizando matéria prima local, diminuindo deste modo o desperdício da cadeia de suprimentos e reduzindo a dependência de importações.

Aliais, entendendo a dinâmica da econômica local, a Nestlé está prestando assessoria para que os camponeses se organizem em cooperativas, inclusive, investindo nestas organizações para melhorar a qualidade de seus produtos, e, em alguns casos, emprestando dinheiro a juros reduzidos, para que os eles possam aumentar suas capacidades produtivas.

Para diminuir os custos de produção e de logística, a empresa decidiu abrir fabricas em países como em Java Oriental, onde está transformando em bebidas e produtos de leite em pó, a matéria prima entregue diretamente pelos camponeses que utilizam suas motocicletas para entregar sua mercadoria e assim, suprir a demanda da fabrica. “Há 3.600 produtores fornecendo para a cooperativa Purwodadi, a maioria deles pequenos, com entre três e cinco vacas cada”.

A empresa acelerou também a introdução dos “produtos populares” (“ppp”, na linguagem da Nestlé), mais baratos. No Brasil ela está investindo em novas fabricas em Feira de Santana, Bahia, e no Rio de Janeiro. No México, abriu uma fabrica moderna para suprir localmente, America Central e Caribe, produtos que eram importados antes dos EUA.

A estratégia de compra de matéria prima local está se expandindo para a Colômbia, onde a Nestlé está suprindo à 1.200 produtores mudas de cafeeiros de maior rendimento e mais resistente a pragas, e ampliando colaboração com 1.800 produtores de cacau no Equador.

É difícil concluir se a motivação para a estratégia descrita é de caráter operacional, já que inequivocamente a cadeia de suprimento será melhorada e estará mais bem preparada para suprir a demanda de matéria prima , ou se a busca de mercados alternativos esta impondo tal diversificação. Seja qual for à razão da ampliação dos mercados e do desenvolvimento das cadeias de suprimento, é possível afirmar que a Nestlé poderá minimizar os riscos de falta de matéria prima ou de produtos acabados em qualquer parte do mundo, e que um legado de desenvolvimento será deixado em cada um destes países onde estão expandindo sua operação.

Sobre holbeinmenezes

GRADUADO EM ENGENHARIA OPERACIONAL, PÓS-GRADUADO EM ENGENHARIA ECONÔMICA, MBA EM GESTÃO PARA QUALIDADE TOTAL E MESTRANDO EM ADMINISTRAÇÃO
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