NATURA ESTUDA MODERNIZAR VENDA DIRETA

Resenha crítica do artigo publicado no VALOR ECONÔMICO (09/11/2011).

Por Holbein Menezes

A Natura é a maior empresa de cosméticos do país, de origem brasileira, está presente em sete países da América Latina e na França, e possui uma linha de cerca de 400 produtos. Atuando através da venda direta ao consumidor, a empresa renova sua linha com grande rapidez. Para manter este ritmo e consolidar sua liderança num mercado cada vez mais concorrido, a empresa decidiu evoluir sua estratégia operacional, investindo em novos sistemas da informação e sistemas logísticos.

Os autores deixam claro o propósito da empresa de manter seu canal de distribuição através de consultora com venda porta a porta, aliais, como menciona o vice-presidente de negócios, José Vicente Marino, – “… um exército de 1,3 milhões de pessoas”.  Contudo, podemos inferir que os investimentos para criar novo portal de pedidos e a adoção de uma política de entrega direta de mercadorias aos seus consumidores, denotam uma iniciativa da empresa em conhecer e estreitar seu relacionamento com o cliente final.

A este propósito, a empresa faz neste momento pesados investimentos em fábricas e centros de distribuição para suprir a demanda da próxima década, e, para colocar todas as inovações em pratica, toda a logística tem que estar alinhada ao conceito e suportada por sistemas modernos visando unificar as operações, inclusive as internacionais.

O projeto batizado de “TERRA 1” lida com processos transacionais como captura de pedidos e faturamento. O projeto chamado de “TERRA 2” vai substituir os sistemas ligados a funções gerenciais e ao relacionamento com seu “exercito de consultoras”. A terceira etapa concluirá as mudanças nos processos transacionais.

Entendemos que a Natura Cosméticos está pavimentando uma mudança estratégica, e tenta criar a infra-estrutura operacional para se preparar para num futuro breve adotar uma política de profissionalização de sua equipe de distribuição, transformando seu modelo tradicional de venda porta a porta, em um novo modelo em que o cliente final será percebido diretamente pela empresa. As entregas, como abordado no texto, sofrerão impacto em custo, pois com a pulverização dos pedidos, afetará o custo do frete, em contra partida, passará a ter maior controle sobre os prazos de entrega, e, de algum modo, o valor percebido será melhorado.

Sobre holbeinmenezes

GRADUADO EM ENGENHARIA OPERACIONAL, PÓS-GRADUADO EM ENGENHARIA ECONÔMICA, MBA EM GESTÃO PARA QUALIDADE TOTAL E MESTRANDO EM ADMINISTRAÇÃO
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