FALTA DE PEÇAS JAPONESAS CRIA GARGALO EM VARIOS SETORES.

Resenha crítica do artigo publicado VALOR ECONÔMICO/THE WALL STREET JOURNAL (18/03/2011).

Por Holbein Menezes

Com o terremoto ocorrido no Japão em 2011, varias empresas instaladas na Coréia do sul e Taiwan do setor eletrônico, e Tailândia no setor automobilístico, se viram obrigadas a diminuir sua produção devido a escassez de matéria prima originada deste país.

De fato, eventos catastróficos aliados aos conceitos modernos de administração estratégica das operações destas empresas de base mundial, inseridas que estão em economias globalizadas, revelam as fragilidades de uma cadeia de suprimentos transnacional, onde desastres os naturais ou políticos podem afetar profundamente a estrutura de produtores de componentes, inviabilizando em locais distantes a fabricação e oferta de produtos de alta tecnologia.

O que parece ser fundamental é colocar em perspectiva o processo de análise das cadeias produtivas/suprimento nos seguimentos ultra-dependentes de componentes produzidos em áreas com riscos, incluindo análises de longo prazo, riscos e alternativas contingenciais. De um modo geral é muito difícil encontrar fornecedores alternativos de componentes de alta tecnologia em momentos de crise.

Outro ponto importante a ser discutido são as políticas de estoques, pois a maioria dos fabricantes de setores de tecnologia e automotivo adotou sistemas de entrega “Just in Time”, o que os coloca sem capacidade de reagir nos momentos de falta de componentes. Estes métodos de gestão estratégica das cadeias de suprimentos foram até então os diferenciais competitivos destas empresas com alta capacidade produtivas e desempenho excelente em custos.

Estaria o modelo de administração estratégica das operações fadado ao colapso em função das incertezas inseridas pela inevitável imprevisibilidade do clima neste novo milênio? Até que ponto deveria ser inserido o conceito da sustentabilidade ambiental dos vários setores da indústria nas decisões estratégica das cadeias de suprimento.

Entendemos que as transformações do meio ambiente devem o mais breve possível ter papel fundamental nas decisões políticas e econômicas dos países protagonistas desta economia globalizada, onde recursos produtivos, limitados que são em função das necessidades de altos investimentos, não podem estar expostos ao alto risco como vemos hoje, pois, além de patrimônio das empresas que o possuem, são fundamentais para as economias de todo o planeta, transcendendo desta maneira o enfoque puramente operacional.

Sobre holbeinmenezes

GRADUADO EM ENGENHARIA OPERACIONAL, PÓS-GRADUADO EM ENGENHARIA ECONÔMICA, MBA EM GESTÃO PARA QUALIDADE TOTAL E MESTRANDO EM ADMINISTRAÇÃO
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