As estratégias de empresas brasileiras que tem dado certo para neutralizar o gigante dos preços baixos.

Resenha crítica

Por Holbein Menezes

A competição nos tempos modernos mudou quebrou muitos paradigmas e criou cenários antes inimagináveis para gestão das empresas.

É fato que mão-de-obra na China é barata, como também é fato que o controle cambial exercido pelo governo Chinês cria mecanismos artificiais de vantagem competitiva, todavia, no decorrer do tempo percebemos que não são os únicos fatores que estão os transformando nos maiores fabricantes de manufaturado do mundo.

Em grande parte, os vários setores brasileiros de manufatura não estavam, talvez ainda não estejam, capacitados a competir em níveis elevado de concorrência. Está claro, como cita Fernando Pimentel, diretor da associação brasileira da indústria têxtil, que a conjuntura brasileira não contribui para o enfrentamento de competidores tão vorazes.  A solução encontrada de fusão com empresas estrangeiras, para, deste modo, ganhar escala e minimizar custos de produção, parece a única solução disponível de curto prazo para a sobrevivência destas empresas.

A indústria automobilística nacional já mostrou os primeiros sinais de que o protecionismo que os favoreceu durante anos, não será suficiente para enfrentar concorrentes tão eficientes e inovadores, e já estuda desistir da competição para se juntar ao fluxo das empresas que buscam gozar dos benefícios Chineses e passar a importar seus carros deste país.

O caso da indústria de brinquedo ilustra de forma exemplar as oportunidades que ainda podem ser exploradas no ambiente de competição global, pois, o que era um fardo no passado, passou a ser vantagem competitiva no presente. Fica claro com o que está exposto no texto que hoje é necessário buscar as ferramentas de competição estudando os detalhes, e que as fraquezas do oponente deverão ser sempre minuciosamente analisadas.

Carlos Tramontina exemplifica de forma brilhante as estratégias que ainda podem ser adotadas, pois ao focar os esforços de produção de sua empresa em menor quantidade de produtos, pode concentrar seus recursos na alteração de processos de uma linha menor de produtos, com isso ganhando eficiência e diminuindo custos de produção, aliando deste modo a bons preços ao valor de uma marca tradicional em nosso país.

Já a Democrata, empresa fabricante de calçados, apostou em uma estratégia de diferenciação dos seus produtos, que aliado a uma reformulação em sua estrutura de produção, possibilitou oferecer ao mercado uma linha de produtos indisponível pelo concorrente. Neste caso o segredo para consolidar esta posição estará na atenção aos movimentos do concorrente estrangeiro, pois, a ameaça estará sempre na possibilidade dos chineses copiarem a sua solução e a oferecer por preço muito mais baixo.

Sobre holbeinmenezes

GRADUADO EM ENGENHARIA OPERACIONAL, PÓS-GRADUADO EM ENGENHARIA ECONÔMICA, MBA EM GESTÃO PARA QUALIDADE TOTAL E MESTRANDO EM ADMINISTRAÇÃO
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