RESUMO

A presente pesquisa procurou verificar como a indústria fonográfica e as grandes gravadoras, estão se posicionando, estrategicamente, para garantir a sustentabilidade do seu negócio, diante dos impactos das inovações tecnológicas.

A pesquisa buscou, prioritariamente, entender os caminhos que os principais atores desse negócio, compositores, cantores e produtores estão seguindo, diante deste novo cenário de inovações tecnológicas. Para isso foi realizado amplo levantamento de artigos técnicos e trabalhos veiculados em revistas especializadas, matérias de jornais, entrevistas de artistas e grandes produtores musicais.

Essa pesquisa documental feita sobre material que não recebeu, propriamente, tratamento científico ou que ainda possa ser re-elaborado, inclui registros e opiniões de profissionais e empresários da produção fonográfica e artistas, que conferem ao material uma visão prática e realista.

Além desse material, buscamos apoio teórico- acadêmico nas teses de três autores que permitiram analisar o comportamento da indústria fonográfica sob duas perspectivas distintas:

Primeira – para uma análise consistente da indústria fonográfica é necessário entende-la no contexto maior, o da indústria cultural, onde ela se insere. Para isso, nos apoiamos em Adorno, por meio do seu livro “A indústria Cultural e Sociedade”, em que reúne em três importantes ensaios, suas observações críticas as diversas faces da relação entre economia e cultura no mundo contemporâneo.

Ainda nessa perspectiva, Márcia Tosta Dias oferece, no livro “ Os Donos da Voz” uma análise do funcionamento da indústria fonográfica brasileira e nos permite compreender os meandros da produção dessas mercadorias culturais. Avalia os avanços da indústria fonográfica no mundo, examinando sua organização administrativa, seus critérios de produção, seus números cada vez mais astronômicos. Suas fusões e seus produtos em série ou diferenciais. Traça um amplo diagnóstico da produção independente e lança questões instigantes sobre a difusão musical via Internet, procurando estimar o impacto das novas tecnologias na manutenção do poder das grandes companhias. Demonstra que são donos da voz não somente os grandes conglomerados empresariais, mas todos os agentes envolvidos na produção de músicas, mesmo os que ainda não têm acesso à grande difusão.

Considerando o enorme potencial musical existente no Brasil, por mais que hoje esses donos ainda sejam poucos, a autora mostra, afinal, que a voz pode ser de todos.
Segunda – a crise institucional, a que nos referimos no resumo, é, predominantemente, conseqüência de questões ligadas á tecnologia. Nesta perspectiva, buscamos sustentação á nossa análise no conceito da “tecnologia de ruptura” de Clayton Christensen, apresentada no livro “ O Dilema da Inovação: Quando novas Tecnologias Levam Empresas ao Fracasso”.

Christensen, demonstra por que boas empresas, mesmo mantendo sua antena competitiva ligada, ouvindo os clientes e investindo agressivamente em novas tecnologias, perderam sua liderança no mercado quando se confrontaram com mudanças tecnológicas de ruptura e incrementais na estrutura do mercado.

Os resultados dessas pesquisas indicam que as majors estão reagindo, mas ainda não encontraram caminhos estratégicos consistentes para enfrentarem esses novos desafios, adotando num primeiro momento, a estratégia da ameaça judicial (‘ RIAA processa até crianças nos EUA”, O GLOBO, Caderno de Informática, 15/09/2003).

Sobre holbeinmenezes

GRADUADO EM ENGENHARIA OPERACIONAL, PÓS-GRADUADO EM ENGENHARIA ECONÔMICA, MBA EM GESTÃO PARA QUALIDADE TOTAL E MESTRANDO EM ADMINISTRAÇÃO
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